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Cristiano Ronaldo recusa jogar no Al‑Nassr e protesta contra investimentos do PIF na Arábia Saudita

Cristiano Ronaldo recusa jogar no Al‑Nassr e protesta contra investimentos do PIF na Arábia Saudita
Źródło zdjęcia: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

Cristiano Ronaldo recusou jogar pelo Al‑Nassr numa partida na segunda‑feira como forma de protesto por considerar injusto o tratamento e os investimentos do Fundo de Investimento Público (PIF) entre os clubes sauditas, gerando tensão no futebol do país e repercussão internacional.

Motivo do protesto

Cristiano Ronaldo deixou de entrar em campo no jogo de segunda‑feira em sinal de desacordo com o que considera desigualdade de investimento do Estado saudita entre os clubes controlados pelo PIF. Segundo fontes próximas, Ronaldo está incomodado porque o PIF gastou mais em rivais como o Al‑Hilal do que no Al‑Nassr, e vê como injusto o reforço e o destaque dado a outros clubes do mesmo grupo.

Ronaldo voltou a treinar a tempo do dérbi contra o Al‑Ittihad na sexta‑feira, mas a recusa em jogar na segunda permaneceu como um sinal público do seu descontentamento.

Comparações entre Al‑Nassr e Al‑Hilal

Nos últimos meses o Al‑Hilal atraiu contratações de grande destaque, como Karim Benzema, e reforçou a equipa com jogadores como Pablo Marí e Darwin Núñez. Em contraste, o Al‑Nassr contratou apenas o médio iraquiano Haidar Abdulkarim, de 21 anos, neste período.

O orçamento total para salários do Al‑Hilal é aproximadamente metade dos 345 milhões de euros do Al‑Nassr por época, segundo a reportagem, mas o Al‑Hilal distribuiu os investimentos de forma mais equilibrada pela equipa, alcançando resultados consistentes a nível nacional e continental.

Reações internas e ambiente no clube

O treinador do Al‑Nassr, Jorge Jesus, partilha parte desse sentimento de injustiça e justificou a má forma do clube apontando a falta de "poder político" face ao rival. Internamente, ocorreram mudanças na direção, com o diretor desportivo Simão Coutinho e o diretor geral José Semedo a perderem parte do controlo no clube por pressão do PIF, o que agravou o sentimento de isolamento de Ronaldo.

Alguns membros do Al‑Hilal chegaram a pedir a demissão do treinador devido à polémica, pedido esse que foi rejeitado.

Carreira e contexto pessoal de Ronaldo

Desde a sua chegada à Arábia Saudita, em 2023, Ronaldo conquistou apenas a Liga Árabe dos Clubes Campeões e continua a faltar‑lhe 39 golos para atingir a marca de 1.000 golos na carreira. O jogador, que recentemente celebrou 41 anos, aufere um salário muito elevado no país — citado na reportagem como 185 milhões de euros por ano — o que suscitou surpresa perante as queixas sobre falta de investimento no seu clube.

Ronaldo é também mencionado na reportagem pelo estilo de vida ostentatório: coleção de mais de 40 carros, viagens habituais em jato privado e um processo por alegada evasão fiscal que foi resolvido em 2019 com uma multa de 18 milhões de euros e uma pena suspensa de 23 meses.

Consequências possíveis e futuro

A situação aumentou a especulação sobre o futuro de Ronaldo: clubes da MLS já aparecem como hipótese caso algum franchising aceite pagar uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros, enquanto outros alvos de reforço no futebol saudita, como Mohamed Salah, podem ainda ofuscar a presença de Ronaldo no país.

O episódio evidencia tensões entre estrelas e estruturas de investimento no futebol saudita e deixa em aberto o futuro imediato de Cristiano Ronaldo no Al‑Nassr.

Notícias desportivas

Data publikacji: 10.02.2026 16:38

Autor: Tomás Lencastre